28 de novembro de 2011

Cá em casa é exactamente assim...

Com excepção do taco de baseball! =P


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Eu ainda sou do tempo...

Quando este chocolate chamava-se RAIDER.

As pastilhas pretas que comprava (na velha) e comia às escondidas (porque diziam que tinham DROGA) quando andava na preparatória

Com uma destas


comprava uma destas (com os pacotes grandes dava para encher a boca e fazer bolas do tamanho de casas). Claro que as melhores eram as gorila de laranja e as de morango...


Os lindos flocos de neve


E as chiclets que roubava da mala da minha mãe.


Petazetas para encher a boca e rezar para um daqueles bocados GRANDES não estalasse com muita força (e ficar de boca aberta, claro, caso contrário não se ouvia o barulho!)


Estes lembro-me que comia quando ia ao cinema. Os "diamantes" faziam salivar que se fartavam!


cantávamos "suguinhos, suguinho, colam-se aos dentinhos!" (meter um de cada sabor na boca ! hmmmm!)


A bela "bomboca dji morango", que ainda hoje quando a encontramos compramos logo uns caixotes!


No lanche da primária, mas principalmente na praia; pegava na palhinha do capri-sonne DE MAÇÃ, e já com a mania que eramos rebeldes, espetavamos a palhinha na parte de baixo do pacote!


E as festas? Lições 100? Havia sempre 1 que levava as tortas Dancake. Se fosse de chocolate, era um instantinho a desaparecer, se fosse de morango, demorava um bocadinho mais, mas também marchava, agora se fosse aquela de baunilha...


Qual mp3, quais gigas! As belas mixtape gravadas da rádio, ainda com restos da voz dos parvos dos apresentadores dos programas que insistiam em falar por cima da música!



E este? Quem teve? Era o delírio, com os discos de imagens. Eu não tinha muitas, mas as histórias que inventava com aquilo eram sempre diferentes.


Tulicreme! E ainda antes de terem inventado o parvo do urso! O de cacau era maravilhoso, o de avelã bem podia ficar na prateleira do supermercado.

E estes? Lembram-se onde saíam?


Tive um macaco destes. Tinha um buraco na boca e supostamente chuchava no dedo. Claro que o meu era muito mais giro. E não tinha este pescoço de indio que mete argolas para o esticar.


"Toma lá, e não gastes tudo em gomas!" - Ouvi muitas vezes também.


Atiravamos com isto para todo o lado. Até ficarem todos sujo, cheios de pêlos e cotões e pó e cabelos (sim, ficavam, não podem negar!) Mas era fantástico porque depois, só com um bocadinho de água e sabão, ficavam outra vez reluzentes e prontinhos para voltarmos a atirá-los aos móveis, ao tecto, ao chão, á cabeça dos nossos colegas...:P

e as modas? esta era mesma parva. E feia. Mas na mesma percorri kms para a encontrar e comprar.


Este gajo a mim irritava-me."O sabichão"... Com a mania que era esperto! Comigo não se safou, que eu virei-lhe a vareta de modo a dar as respostas todas erradas.


"Pró natal, o meu presente, eu quero que seja..." A minha agenda e o Natal. Isto só me faz lembrar do Natal dos Hospitais e de quanto eu queria pertencer ao Coro de Sto Amaro de Oeiras.


Também tive uma destas. Saltei tanto com ela que de tanto roçar no chão, a bota ficou com uma boca...


Os estojos gadjets, com botões, compartimentos secretos para guardar as folhinhas e as borrachas de cheiro. Não faziam barulho como os estojos de lata, mas em comparação eram enormes e proporcionais com as mochilas de 50 litros que nos fizeram escolioses.


E no verão... o frigorífico cheio de fás, que nós chupávamos até o gelo ficar sem cor.

Nasceste antes de 1989?

De acordo com os reguladores e burocratas de hoje, todos nós que nascemos nos anos 60, 70 e 80, não devíamos ter sobrevivido até hoje, porque as nossas caminhas de bebé eram pintadas com cores bonitas, em tinta à base de chumbo que nós muitas vezes lambíamos e mordíamos.

Não tínhamos frascos de medicamentos com tampas "à prova de crianças", ou fechos nos armários e podíamos brincar com as panelas.

Quando andávamos de bicicleta, não usávamos capacetes, cotuveleiras, canelereiras, joelheiras e quando não havia travões usávamos os pés.

Quando éramos pequenos viajávamos em carros sem cintos e airbags, viajar á frente era um bónus.

Bebíamos água da mangueira do jardim e não da garrafa e sabia tão bem.

Comíamos batatas fritas, pão com manteiga e bebíamos gasosa com açúcar, mas nunca engordávamos porque estávamos sempre a brincar lá fora.

Partilhávamos garrafas e copos com os amigos e nunca morremos disso.

Quando tínhamos piolhos usávamos Quitoso uma tarde inteira e brincávamos a janela.

Saíamos de casa de manhã e brincávamos o dia todo, com uma única condição: voltar para casa ao anoitecer. Não havia telemóveis, estávamos incontactáveis E nossos pais não entravam em histéria!

Não tínhamos PlayStation, X Box, nada de 140 canais de televisão, filmes de vídeo, home cinema, telemóveis, computadores, DVD, Chats na Internet.

Tínhamos amigos - se os quiséssemos encontrar íamos à rua.

Jogávamos ao elástico e à barra e a bola até doía! Criávamos jogos com paus e bolas e berlindes.

Caíamos das árvores, arranhados, os eram braço engessados, dentes partidos, joelhos ralados, cabeça lascada Alguém se queixava disso? Todos tinham razão, menos nós …

Havia lutas com punhos mas sem sermos processados. Batíamos ás portas de vizinhos e fugíamos e tínhamos mesmo medo de sermos apanhados.

Se infringíssemos a lei era impensável os nossos pais nos safarem. Eles estavam do lado da lei.

A pé ou de bicicleta, íamos à casa dos nossos amigos, mesmo que morassem a kms de nossa casa, entrávamos sem bater e íamos brincar. Acreditem ou não íamos a pé para a escola; não esperávamos que a mamã ou o papá nos levassem.

Jogávamos futebol na rua, com a trave sinalizada por duas pedras, e mesmo que não fossemos escalados ... ninguém ficava frustrado e nem era o “FIM DO MUNDO“!

Na escola tinha bons e maus alunos. Uns passavam e outros eram reprovados. Ninguém ia por isso a um psicólogo ou psicoterapeuta. Não havia a moda dos superdotados, nem se falava em dislexia, problemas de concentração, hiperatividade. Quem não passava, simplesmente repetia de ano e tentava de novo no ano seguinte!

Os jovens de agora nunca ouviram 'we are the world' e "uptown girl", conhecem os westlife e não de Billy Joel. Nunca ouviram falar de Rick Astley, Banarama ou Belinda Carlisle. Para eles sempre houve uma Alemanha e um Vietname. A SIDA sempre existiu. Os CD's sempre existiram. O Michael Jackson sempre foi branco. Para eles o John Travolta sempre foi redondo e não conseguem imaginar que aquele gordo fosse um dia um deus da dança. Acreditam que Missão impossível e Anjos de Charlie são filmes do ano passado. Não conseguem imaginar a vida sem computadores. Não acreditam que a televisão só tinha 4 canais.

Esta geração produziu os melhores inventores e desenrascados de sempre.

Os últimos 50 anos têm sido uma explosão de inovação e ideias novas.

Tínhamos liberdade, fracasso, sucesso e responsabilidade e aprendemos a lidar com tudo.

És um deles?

Parabéns!

A única verdadeira questão é: como conseguimos sobreviver?

Se sim, então mostre este texto a seus amigos desse tempo, e também aos seus filhos e sobrinhos, para que eles saibam como era no Nosso tempo ! Sem dúvida vão responder que era uma chatice, mas ... Como éramos felizes!!

11 de novembro de 2011

A FRAGILIDADE DE UMA CRENÇA


A vida pública é hoje ateia ou agnóstica. Ouve-se muito criticar a tolice e o delírio das religiões, mas raramente se refere a fragilidade intelectual da própria atitude ateísta que, com todo o respeito, é muito inconsistente.

Recusar Deus é uma crença como as outras. No fundo trata-se de ter fé na ausência divina. Mas esta crença considera-se a si mesma lógica e natural. A Antropologia e Sociologia sérias mostram o oposto: a religiosidade é o normal em todas as culturas e épocas. O ateísmo é uma construção tardia e artificial de elites, sobretudo desde o Iluminismo. Mantido em ínfima minoria, agora está em clara decadência. Vendo- -lhe a lógica interna, percebe-se porquê.

O agnosticismo, hoje variante dominante, justificar-se-ia se a existência de Deus fosse inconsequente e negligenciável. Mas ignorar a possibilidade de Deus é como desinteressar-se da existência do pai, benfeitor ou patrão, senhorio ou polícia. E se Ele aparece? Os verdadeiros agnósticos, com reais dúvidas, são poucos porque a maioria assume a resposta negativa implícita, vivendo um ateísmo disfarçado. O disfarce evita as dificuldades conceptuais e empíricas do ateísmo aberto, superiores a qualquer religião ou ideologia.

A dificuldade mais visível vem da existência da realidade. Porque há algo em vez de nada? Porque existe ordem, não caos? A resposta ateia era recusar a questão, porque o universo sempre existira assim, mas a teoria do Big Bang explodiu essa certeza e deu solidez científica ao facto da Criação.

Eu e o mundo, as coisas, pessoas e outros seres não existiam e passaram a existir. E existem de forma harmónica e coerente. A realidade é um infinito mosaico de minúcia e complexidade incompreensíveis. A ciência demonstrou que variações infinitesimais de parâmetros fundamentais, das forças do núcleo atómico à densidade do universo, torná-lo-iam impossível. Uma obra supõe um autor. Falar em leis da natureza apenas recua a questão para a origem dessas leis. Seria supina tolice supor um relógio surgindo perfeito das forças fortuitas da geologia e erosão. Um cérebro, muito mais complexo, quem o fez?

A resposta ateia tem de ser que o acaso de milhões de anos conduziu de uma explosão ao sorriso da minha filha. Ou o acaso é Deus, e o ateísmo nega-se, ou essa explicação é muito mais frágil que supor um Autor para a cosmos. Não tem certamente motivos científicos, ou até razoáveis, a recusa da hipótese plausível de um Criador inteligente. Muito inteligente.

Uma segunda dificuldade vem de dentro. Todos os humanos sentem em si uma ânsia de justiça e verdade, um sentido de bem e mal. Os actuais direitos universais apenas corporizam essa herança original e nela se justificam. Alguns valores são comuns, na enorme variedade de culturas e hábitos. Essa mesma variedade confirma que tal não pode vir de construções históricas e sociais, porque subjaz a todas.

A violação da lei moral apenas confirma a sua existência. Muitos conseguem suprimir em si esta busca da justiça (embora a sintam quando vítimas), mas o trabalho que dá apagá-la revela a inscrição na própria identidade da raça. Uma lei implica um legislador. Como podem meros atómos de carbono, aglomerados em aminoácidos e evoluindo pela selecção natural, gritar que salário digno é valor universal?

O terceiro e pior obstáculo do ateísmo é a ausência de finalidade. Para o ateu este universo, sem origem nem orientação, também não tem propósito. Bons e maus têm o mesmo destino vazio. Saber que vivemos num mundo que se dirige à morte e ao nada faz de nós os mais infelizes dos seres. Se Deus não existe não existem o bem, a moral, a própria razão. Esta crueldade ontológica é tão avassaladora que poucos que a afirmam a enfrentam com honestidade.

A fragilidade lógica do ateísmo é pouco relevante por ser um fenómeno elitista ocidental contemporâneo que, exportado à força pelo marxismo, está em extinção. A única questão interessante é saber porque coisas tão simples foram escondidas aos sábios e inteligentes e reveladas aos pequeninos.


João César das Neves
professor universitário
naohaalmocosgratis@fcee.ucp.pt

10 de novembro de 2011

Só a prespectiva é que muda...

Faith nasceu em 2002 e pela sua condição física a própria mãe A rejeitou, tinha apenas as patas traseiras, o primeiro DONO queria-a abater, pois achou que ela era incapaz de andar.

Jude Stringfellow pediu para ficar com ela e ensinou e treinou-a para que pudesse andar por si só.

Inicialmente colocou-a num skate para que sentisse o movimento, depois como incentivo, usou de manteiga de amendoim para a atrair e recompensa quando se levantasse e saltasse com as duas patas traseiras.

Assim ao fim de 6 meses "Faith" começou a aprender a equilibrar-se e a saltar para a frente apenas nas patas traseiras.

Depois de alguns treinos em neve, aprendeu a "caminhar" com facilidade em apenas 2 patas.

Desde ai atrai muitas atenções como é obvio, já foi a televisão e até foi considerado em fazer parte num dos filmes de Harry Potter.

A sua presente dona, Jude Stringfellew , deixou o seu trabalho como Professora, e planeia levá-lo á volta do Mundo, por forma a mostrar que mesmo sem um corpo perfeito, se pode conseguir tanto, basta mudar de perspectiva.

8 de novembro de 2011

Ser amigo dos animais é mais do que dar festinhas e comida...

Este filme é horrível, mas precisa de ser visto, somos eternamente responsáveis e pelo jardim que Deus pediu para cuidar...

E andamos demasiado e assustadoramente ignorantes, o pior é que sentimos-nos confortáveis com isso!


http://terraqueos.org/






Porque adoptar animais..?!

Porque beber leite de soja..

Porque escolher por uma alimentação vegetariana...

Porque é que até o método kusher não é misericordioso..

Porque é que a carne de vitela é tão tenrinha..

Porque ter cuidado com a roupa que escolhemos...

Porque adoptar um animal...

Porque ir a um canil/gatil...

Porque é que até o método kusher não é misericordioso..

Porque escolher um animal rafeiroso, sem pedigree, as vezes feio, que não dá para impressionar o vizinho jeitoso e a baby quando saímos com ele a rua...

Porque não ir a restaurantes de fast-food...

Porque é que um dia, fazer snorkling é ver apenas agua e areia...

Porque é que há coisas que parecem ter sido proibidas e continuam a ser feitas...

E As botas lindonas, os sapatos caros de pele, de couro que são da moda por uma temporada...?

E o que acontece nos bastidores das touradas, rodeos e circos?

E os produtos de beleza que prometem 1001 coisas porque não te cuidaste como deve de ser?

Será que sabes o que realmente comes, vestes, compras e a quem dás dinheiro?

Mesmo que não consigam ver as imagens, leiam as legendas... Sorte ainda não ter som do que se passa.

Se ignorares o filme e não o quiseres ver, és uma besta-sensível e ignorante... Se vires o filme e não mudares és apenas uma besta-humana. És cumplicidade quando "alimentas" estas atitudes.

És capaz de continuar igual?

"Someone who regularly eats factory-farmed animal products cannot call himself an environmentalist without divorcing that word from its meaning." Jonathan Safron Foer