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6 de Dezembro de 2011

A verdadeira história dos plásticos


Uma baleia da a costa morta, ao ser autopsiada o seu estômago estava cheio de plásticos, pois acreditam ser semelhante a lulas. Em outros lugares, um flamingo estrangula-se em um saco, incapaz de torcer seu caminho para fora do plástico enredar. Um ornitorrinco sofre cortes profundos de um saco de plástico entrelaçadas ao redor de seu corpo, enquanto um pelicano morre depois de consumir sacolas plásticas durante o mergulho para os peixes. Bezerros, tartarugas, golfinhos, focas, a lista continuaria...
Os voam e deambulam até atingir os lugares mais remotos do mundo, savanas, florestas, mares, oceanos e até na propria cidade, já foram encontrados sacos de plástico no Norte Artico.
Em Novembro de 2008 na Austrália, um crocodilo de 10 metros de comprimento marcado como parte de um programa governamental de monitoramento da vida selvagem, apareceu morto, tendo consumido 25 embalagens de plástico e sacos de lixo. Whitey, como o crocodilo foi apelidado, tinha sido transferida para um destino turístico popular chamado Magnetic Island, e as autoridades, a princípio temia que ele tivesse morrido como resultado de comer o lixo deixado para trás pelos visitantes.

Os plásticos vão se deteriorando em pedaços mais pequenos , tornando-se pequenas partículas tóxicas de petro-polimeros, contaminando solos e águas. Como consequência são confundidos como comida pelos animais, que ao alimentarem-se de plástico ficam com a sensação de fome saciada e não procuram comida durante largos períodos de tempo.

É óbvio que os mais afectados com a estupidez Humana é a Natureza, isso já todos sabem, mas nem todos querem preocupar-se.
Os plásticos levam centenas e até milhares, de anos para se decompor na maioria dos ambientes, de modo que não é um exagero imaginar que um único plástico pode matar mais de um animal enquanto não se decompõem por inteiro. E enquanto as estatísticas são incompletas, alguns conservacionistas estimam que pelo menos 100000 mamíferos e aves morrem com eles a cada ano, sem contar com o número de peixes que também morrem devido aos plásticos.
Tem sido tomadas algumas medidas quanto ao pesadelo dos sacos de plástico, o primeiro a fazê-lo foi Bangladesh, que proibiu os sacos plásticos em 2002, no mesmo ano, a Irlanda teve uma outra abordagem e instituiu um pagamento pelos plásticos, fazendo com que houvesse uma diminuição de 90%, como resultado, o dinheiro gerado pelo pagamento dos sacos de plástico serviu para financiar um programa de reciclagem de grande expansão em todo o país. Em 2003, o governo de Taiwan colocou em prática um sistema pelo qual as malas não estavam mais disponíveis no mercado sem acusação, e restaurantes carryout foram mesmo obrigados a cobrar para utensílios de plástico.
Maiores economias aderiram à causa. Austrália pediu uma proibição voluntária, e, até agora, o consumo das sacos decresceu 90%. Em 2005, os legisladores franceses impuseram uma proibição de todos os sacos plásticos não-biodegradáveis, para entrar em vigor em 2010. A China já proibiu sacos de menos de 0,025 milímetro de espessura. "O nosso país consome uma enorme quantidade de sacos de plásticas a cada ano", disse um porta-voz do Conselho do Estado da China, ao anunciar a proibição em Maio de 2010. "Embora os plástico proporcionem comodidade aos consumidores, isso tem causado um grave desperdício de energia e recursos e poluição ambiental devido ao uso excessivo, reciclagem inadequada e outras razões."
Assim, mesmo nos Estados Unidos, a campanha no-bags está a ganhar terreno. Em 2008, a Assembleia Legislativa do Estado de Nova Iorque aprovou uma lei exigindo a "redução, reutilização e reciclagem" de sacos de checkout. No ano anterior, a cidade de San Francisco proibiu os sacos plásticos por completo. National Public Radio relatou alguns meses depois que a proibição tinha sido uma bênção para os fabricantes locais de plásticos, que têm vindo a introduzir sacos recicláveis ​​e compostáveis, no mercado.
Existem campanhas em que se fazem a devolução de plásticos como a KROGER helps go greener assim como a Westpark perto de Fountainview, enquanto em Portugal o mais fácil é ainda fazer pagar pelo saquinho, já todos conhecem alguns pontos de reciclagem como os ecopontos (embora o daqui da rua esteja sempre cheio e parece mais a lixeira do bairro), e reciclagem de electrodomésticos e até os Oleões..
Mas os plásticos... Ah! esses andam pendurados nas árvores e a deambular por ai...

Parece que gostam de chafurdar na porcaria, talvez em casa também atirem o lixo para o chão e deixem os sacos andarem a voar por lá..

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